Mostrando postagens com marcador datas especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador datas especiais. Mostrar todas as postagens

30 janeiro 2017

Fim de festa

Janeiro chega ao fim e 2017 já perdeu sua magia de brinquedo novo para a maioria de nós. Pisamos lentamente ou com força os caminhos rotineiros e já somos de novo filhos da normalidade. Durante esse período refleti, como é comum, sobre quais são para mim esses caminhos, o que se descortina de novo e de sempre. Levei meses até conseguir olhar para o panorama que se abre à minha frente e talvez mais tempo ainda para dar atenção à luzinha da ideia que insistia em piscar mesmo que eu não lhe desse atenção. Agora percebo claramente o que ela dizia: é hora de fechar o blog.


O Le Paquet foi um refúgio, um alento, um lugar de encontro com a minha criatividade, com a minha escrita e com a criatividade de tantas outras pessoas. Aqui descobri pessoas incríveis, ganhei amizades para além do mundo virtual, aprendi, expandi minhas concepções e produzi muito mais do que eu imaginava possível. Entretanto, como toda festa boa, é hora de apagar as luzes e seguir adiante, com uma sensação de gratidão, aquele calorzinho bom no peito por tudo que foi vivido e compartilhado. Não há melancolia, não há tristeza, apenas a constatação de um novo momento.

Agradeço genuinamente a todos que compartilharam desse espaço comigo. Agradeço as palavras, as trocas. Agradeço aos encontros com vocês e comigo mesma que tê-los aqui me proporcionou. 

E é claro que ainda existem outros espaços em que poderemos nos cruzar. Por enquanto vou estar aqui , aqui e aqui (passe e dê um oi!) E vou esperar alguns dias até tirar efetivamente o blog do ar, para que tenhamos tempo para uma despedida apropriada :)

E que venha mesmo 2017, fevereiro, carnaval, aniversário, novos planos, novas estradas, mas sempre com a tentativa de uma olhar plácido e ao mesmo tempo reverente para a beleza que existe no mundo e em nós. 

Até logo!


















30 dezembro 2016

2017 desejos

Há alguns anos desisti de listas, metas e propostas para o ano novo. Em primeiro lugar, porque sou extremamente desorganizada e as listas me atrapalham mais do que me ajudam. Depois, porque prefiro que meus desejos não fiquem atrelados ao que eu estava vivendo em um determinado momento, mas sigam fluidos e flexíveis, abertos para o que vida me trouxer. Gosto de perceber as mudanças que ocorrem em mim e no meu mundo e constatar as infinitas possibilidades, que vão muito além do que eu consigo enumerar. Pessoalmente, funciono melhor observando o vasto emaranhado de caminhos e sonhos que se desnudam diante de mim sem ideias pré-determinadas. Sei que isso pode parecer confuso para grande parte das pessoas, mas para mim é um presente que me dou: a liberdade de estar aberta e acolher a energia da vida! 



Mesmo que você siga um caminho completamente diverso do meu, ainda assim te desejo esse mesmo universo infinito de possibilidades. E a abertura para perceber a beleza que existe em cada experiência e em cada encontro que a vida nos reserva. Que 2017 seja leve e amoroso conosco!



12 dezembro 2016

Embalagens criativas de Natal

Uma grande vantagem desse mundão virtual é poder se conectar com milhões de ideias e interesses, descobrir criativos do outro lado do planeta ou na nossa própria rua; tanta gente que faz coisa linda e que, graças à tecnologia, está ali, ao alcance da ponta dos dedos. Mais legal ainda é quando existe um ponto de encontro para a sua turma, aquela que te interessa, que te mostra um monte de coisa bacana, aquela que te ajuda a ampliar os horizontes. Para mim, um desses pontos de encontro virtuais é a revista OcaPop. Adoro passear pelas suas páginas e descobrir pessoas e histórias incríveis. 


Então é claro que quando pintou o convite para participar da edição de Natal já coloquei o sorriso no rosto e comecei a pensar em uma matéria à altura desta revista que já virou queridinha por aqui. A nova edição acabou de sair do forno e estou por lá a partir da página 60, mas já aviso que vale a pena ler tudinho desde o começo. As matérias estão lindas e cheias de dicas para um final de ano festivo, divertido, colorido e amoroso. Além de tudo, é gratuita! Basta clicar e acessar!


Depois que passar por lá não esqueça de me contar o que achou das ideias de embalagens com itens reciclados (até velinha de aniversário entrou na brincadeira!)

Linda semana para você!






08 dezembro 2016

A magia de dezembro

Dezembro carrega uma aura festiva e, ao mesmo tempo em que nos preparamos para momentos especiais vividos e compartilhados, em geral, com quem amamos; também passamos o mês meio atropelados, afogados em tantos preparativos. Como parte de um movimento pessoal para um dezembro mais calmo, este ano decidi não antecipar muito esses preparativos e expectativas. Para mim, como para quase todo mundo, é um pouco difícil, especialmente com preparativos relacionados à viagem de Portugal para o Brasil. Mesmo assim, decidi não pensar muito no assunto, inclusive na viagem, e viver os dias realmente aqui. Porque antes ficava aquela sensação de que, enquanto havia toda a expectativa da vivência, de fato o que acontecia era que eu não estava lá vivendo ainda aquilo, e nem aqui, presente efetivamente no meu dia a dia. 


Assim, esqueci até quase agora que é dezembro, que falta apenas uma semana para minha ida ao Brasil e assim pude perceber melhor o que é Lisboa nessa época do ano. Fui presenteada com dias lindos ainda com cara de outono, e esta semana com temperaturas mais altas que chegaram aos 18 graus (coisa rara nesta época)! Delícia andar na rua, sempre do lado sol e sentir esse calorzinho bom. Pude perceber a mudança na decoração da cidade, a cada dia com uma luz nova trazendo o clima de festa. 



Pude também estar com os amigos daqui sem pressa, descobrir lugares novos com comidinhas saudáveis e vista espetacular, curtir as frutas e outras delícias da estação. Enfim, estive presente na minha própria vida! E como tem sido incrível! 



E para não dizer que não falei das embalagens, visitei sim lojas e feiras, comprei alguns presentes, mas não com aquele afã de resolver a coisa, mas com a mentalidade de encontrar beleza no processo criativo do outro e de apreciar isto. Foi assim que encontrei esses pequenos ornamentos feitos em cerâmica. Achei de uma delicadeza ímpar! E fiquei mais feliz ainda por serem produzidos aqui mesmo. Encontrei-os em uma lojinha que só vende produtos locais e que tem o intuito de dar visibilidade a novos artistas de diversas áreas. Isso torna todo o processo de compra muito mais prazeroso para mim.


Ao embalar não queria que a peça ficasse escondida, então optei pela caixinha de acrílico que veio em um convite. Minha preocupação era a fragilidade do ornamento, então forrei a caixa com tecido e, por cima, uma fita larga de organza impede que ele bata diretamente na tampa. A fita corre por dentro e por fora da caixa, entrando na brincadeira de esconde-esconde. 


Senti que consegui viver esses dias com mais suavidade, aproveitando a magia do final de ano sem me deixar engolir. Percebi também que isto é, como tudo na vida, uma questão de escolha; de perceber os momentos que entro no automático e decidir intencionalmente por um outro modo de realizar as coisas. 


Agora eu quero saber também de você, claro! Como você tem vivido dezembro? Já se deixou contagiar pelo lado estressante desse mês ou consegue apenas aproveitar sua magia e beleza?






17 novembro 2016

Embalagem inusitada

Quem me acompanha por aqui sabe que sou fã de embalagens que fazem bonito com o mínimo de gastos possível. Por isso, estou sempre exercitando meu olhar para encontrar objetos do dia a dia que possam cumprir com charme essa função, principalmente coisas que naturalmente iriam parar no lixo. Gosto de pensar que de uma forma mínima e muito singela consigo combinar beleza, criatividade, economia e, de quebra, uma gota de consciência ecológica, mesmo se tratando de um assunto que normalmente nos leva a pensar em superficialidade e desperd 

Pensando que a maior época festiva do ano está chegando, resolvi trazer um pouco do que já apareceu de mais inusitado aqui pelo blog em termos de embalagens criativas para inspirar os inevitáveis presentinhos e deixá-los com uma cara bem diferente e especial.



A primeira de todas já virou clássica por aqui. Depois da primeira vez, fiquei encantada com as infinitas possibilidades dessas caixinhas transparentes. Gosto de usar tecido adesivado na tampa, mas a verdade é que elas são tão neutras e básicas que dá para inventar o que quiser. Claro que é possível encontrar com facilidade essas embalagens para compra, mas como o princípio é o do reaproveitamento, utilizo sempre as que vêm para casa com frutas vermelhas ou mini tomatinhos. Acredite, essas embalagens tão básicas e corriqueiras são sucesso sempre!



Quem nunca recebeu um presente com um papel tão lindo que teve pena de jogar fora? Por aqui eles não vão para o lixo nunca! Caixas de chocolate especiais e mesmo o papel simples de uma barra de chocolate já fizeram as vezes de papel de presente e não fizeram feio, não! Vide os dois exemplos acima ;)


Bijus quebradas são outro clássico do Le Paquet, afinal, quem não tem uma dando sopa por aí? Tenho uma caixa pequena para onde vão todas as minhas e à qual recorro sempre que quero dar um toque diferente a qualquer composição de embalagem. Elas dão um efeito feminino e glamouroso imediato a qualquer papel liso e sem graça. 



Uma outra ideia que adoro não é exatamente de reaproveitamento, mas sempre torna tudo mais interessante: quando possível, deixe parte do presente aparente. Nas duas imagens acima, o bordado da torre Eiffel era parte do presente mas seria quase um pecado não aproveitá-lo, não é mesmo? Assim, eles vieram para o lado de fora e transformaram completamente os pacotes. 


Por último fica a dica do reaproveitamento de sacolas de loja. Muitas vezes elas têm detalhes tão lindos que seria um desperdício simplesmente jogá-las fora. Aqui a sacola substituiu o papel pardo para um livro que seguiu pelo correio por uma pura questão de necessidade, mas isso me fez perceber seu potencial. E nada impede que ela seja usada também como papel de presente. 

E você, tem outras dicas de reaproveitamento para embalagens ou decorações natalinas? Estou procurando dicas de decoração minimalistas, com pouco gasto, pouco uso de materiais e máximo efeito. Adoraria saber o que você usa por aí!







12 outubro 2016

Presente no dia das das crianças

Um feriado dedicado a um olhar maravilhado para o mundo, uma celebração da inocência e abertura para o novo. uma ode às perguntas e questionamentos, tenham eles respostas ou não. A data que hoje é mais conhecida pelo dia das crianças do que por sua concepção original poderia nos instigar a uma observação mais atenta das lições que os mais novos têm a nos oferecer. E ainda sobre o nosso papel nesta troca: o que estamos "ensinando", o que estamos priorizando, dizendo que é importante ou essencial todos os dias com nossas escolhas e atitudes. 



Fantasio também que, em vez de presente no dia das crianças, poderíamos nos propor a estar mais presentes no dia a dia das crianças, com a mesma presença inteira e sem reservas que elas nos dedicam. Poderíamos destinar esta data a sermos guiados por elas, despidos de preconceitos e de respostas, apenas absorvendo a enormidade do mundo em êxtase, sem os julgamentos e defesas que a nossa caminhada nos forçou a desenvolver. Ou quem sabe pudéssemos comemorar reverenciando a nossa própria criança interior; acalentá-la e mimá-la com o presente do nosso acolhimento e aceitação, resgatar seus interesses e dores, dizer a ela que vai ficar tudo bem. 

Uma data comemorativa é sempre uma oportunidade de reflexão, que pode ser tão profunda quanto escolhermos. A roda que gira o mundo vai nos empurrar para a superfície sempre, mas a decisão da direção a seguir é uma escolha individual. 

Feliz dia das crianças!  


12 setembro 2016

Como receber bem à moda canadense

Uma coisa que eu sempre gostei na nossa cultura brasileira é que os encontros acontecem muito em torno da uma boa mesa. O afeto e cuidado com o outro, para nós, parece estar intrinsecamente relacionado com comida e fartura. Uma mesa repleta de pessoas e delícias sempre aqueceu meu coração e por um tempo eu acreditei que esta era a "melhor" (e até mesmo a única) maneira de receber bem. Mas, ao conhecer outras culturas, descobri também outras formas de lidar com essa relação afeto x comida.


Aqui em Lisboa tenho uma amiga canadense (do lado francês, não sei se isso tem alguma influência) e sempre que ela me convida para sua casa fico fascinada com seu modo particular de receber. Logo ao chegar percebe-se o carinho e cuidado de quem apronta a mesa pensando no outro. Peças delicadas compõem um visual aconchegante. Mas o que me encanta mesmo é a pegada minimalista. Esse modo de dispor poucos itens à mesa, de compor com a comida como se ela fizesse parte da decoração. Num dia, fatias de torta de amêndoa e frutas da estação. No outro, mini-bolo de mel e maracujás. Tudo leve, suave e afetuoso. Mais que suficiente para uma tarde inteira de boa conversa. 




Ali percebo que o afeto está presente, que a fartura está presente tanto quanto nas nossas mesas repletas, mas de um jeito completamente novo para mim, que eu não tenho palavras ainda para ilustrar, mas que definitivamente pode ser sentido. Me pego a refletir sobre o significado de tudo isso, do muito, do pouco, do farto, do afeto. 


O que me cativa são essas novas perspectivas - mesmo sobre coisas tão simples - que nos impulsionam a desapegar das nossas certezas e enxergar as mesmas coisas por uma ótica diferenciada. E sigo fascinada pela diversidade de possibilidades de interpretar o mundo e as relações. 

Uma semana de muita fartura para você!








 

06 maio 2016

Como amar uma mãe

Existe um momento na nossa jornada como filhos que entendemos que nossa mãe não é super-heroína. O momento em que a gente aprende (a duras penas) que ela tem paciência limitada, pensamentos retrógrados, frustrações descontadas em nós ou projeções sem sentido. Em maior ou menor grau, é um choque. Alguns nunca se recobram dele; outros, passado o susto - ou a raiva, ou a decepção - chegam ao momento crucial de perdoar. Perdoar as falhas, perdoar os momentos em que aquela mãe não foi compreensiva como gostaríamos, ou empática como acreditávamos. Perdoar seu modo de ver as coisas, perdoar sua imperfeição. Para alguns, esse é o fim do caminho, uma forma positiva de lidar com essa relação. Para outros, há uma compreensão além: não é preciso perdoar a imperfeição de uma mãe, é preciso acolhê-la, aceitá-la em sua humanidade, em seu esforço de ser a melhor possível mas ainda feita de carne, osso, sentimento, lágrimas, gargalhadas, frases inapropriadas, encantamento, frustração. Amar uma mãe é fácil, difícil é amar essa pessoa em todas as suas idiossincrasias, difícil é enxergar que ela é feita da mesma matéria e dos mesmos sonhos que todos nós, difícil é compreender que ela é gente e ainda assim amar todas as partes tortas que fazem parte do kit básico de ser gente nesse mundo. Amar uma mãe é fácil, difícil é aprender a se relacionar com essa mulher em sua inteireza, admirar sua força e sua visão do mundo além do filtro do olhar de filho, e ainda ser grato pela oportunidade ímpar de ter ao lado alguém que, pelo amor ou pela dor, nos empurra sempre a crescer.   


02 maio 2016

Açúcar e perfume para o dia das mães

Eu não sei quanto a vocês, mas por muito tempo eu tive problemas com datas comemorativas e seu aspecto comercial. Aquela obrigação do consumo e mesmo da celebração me incomodavam. Até o dia em que me dei conta que quem torna uma data comercial ou não somos nós mesmos. No fundo, como tudo nessa vida, isso passa pela forma como eu decido vivenciar a situação. E eu decidi que é bom comemorar, sim! Afinal, por que eu rejeitaria um dia em que eu posso homenagear e celebrar as pessoas importantes da minha vida?  

Especialmente no caso do dia das mães, sempre temos alguém a quem admiramos e podemos aproveitar para dizer uma palavra de carinho, externar nossos sentimentos de um modo simples e sincero, coisa que muitas vezes não temos oportunidade de fazer no dia a dia. Mães, amigas, professoras; mulheres que nos amparam e apoiam nas horas necessárias e que também merecem nosso cuidado e atenção. Não é preciso muito. Ontem, por exemplo, foi comemorado o "dia da mãe" aqui em Portugal (é assim que eles se referem à data, sem plural) e eu achei fofo que uma amiga brasileira que já morou aqui enviou uma mensagem de parabéns.  Não mais do que 10 segundos ela demorou para digitar as palavras que aqueceram meu coração. Um gesto tão simples! 


Pensando em gestos pequenos e significativos, escolhi preparar um açúcar de lavanda para celebrar a doçura das mães. E mais simples não poderia ser: uma colher de chá das flores secas misturadas a uma xícara de açúcar. Feche e deixe de descansar por alguns dias. Está pronto! 


Por aqui, nesta época, a lavanda é abundante! Dá até na rua, quase como uma erva daninha! Acho isso o máximo! Sei que no Brasil não é tão fácil (ou barato) de achar, mas como a quantidade é bem pequena, não torna a ideia inviável, não é? As minhas tive a sorte de sorte de colher e secar eu mesma em uma fazenda onde me hospedei no sul do país :)



Um pouquinho de perfume e doçura sempre fazem bem a quem os recebe! Que a sua semana seja repleta deles!






23 março 2016

Mesa de Páscoa improvisada

Este post veio no improviso, com fotos tiradas no celular pela falta de tempo (ou de organização) para fazer as coisas com antecedência, antes que a luz acabasse e as pessoas chegassem. Mesmo sendo tudo muito simples -  um lanchinho entre amigos com pão, queijo e vinho - achei que valia a pena mostrar que mesmo sem uma decoração chique e cara é possível fazer uma mesa bonita para saudar a Páscoa, a primavera (no nosso caso aqui no hemisfério norte) e, principalmente, os amigos!

Foto pós-festa com as sobras e presentes. Fez uma bela composição no almoço do dia seguinte ;)
Comecei recolhendo tudo que poderia lembrar o tema que havia pela casa. Os coelhinhos de louça moram o ano todo na minha estante. Para ser bem sincera, eles são sim decoração de Páscoa: comprei em um supermercado na Alemanha há alguns anos por 1 euro mas foi por paixão mesmo, tanto que eles fazem parte da decoração definitiva da casa. Juntei os castiçais e porta-manteiga de passarinhos, pratos com motivos florais, guardanapos cor-de-rosa e flores campestres. A isso se somaram os coelhinhos, galinhas e ovinhos de chocolate que eram a lembrancinha desse encontro. 


A caixa de vinho, minha fiel escudeira que já mostrei aqui, acomoda queijos, outros frios e frutas, além de criar um movimento interessante na disposição da mesa. As flores (um maço de supermercado) foram para potinhos diversos de molhos, geleias e iogurtes. Toalhinhas de linho e crochê e os coelhinhos de chocolate se espalham aleatoriamente para dar uma graça ao conjunto.





Nesta última foto dá para ver um coelhinho recortado em tecido. Minha intenção era fazer vários com um molde simples e os retalhos que tenho por aqui, mas não houve tempo para tanto, então este foi o filho único de toda a decoração ;)



Dois detalhes simples que podem ser aproveitados por todos: passarinhos de loja de jardinagem (sempre tenho um ou outro por aqui) e caixinhas de ovos, daquelas mais comuns. 
Para completar a festa, os amigos vão chegando com sua alegria e quase nunca trazem as mãos vazias, então a mesa vai sendo preenchida ainda mais. Abaixo fica uma amostra das amêndoas super especiais trazidas pela Val do L'avion rose, que alegraram ainda mais a nossa noite com toda a sua delicadeza. Mimos de infância portuguesa que eu não conhecia! 


Então, ficou assim! Muito carinho, risadas e alegria, com pequenos toques aqui e ali para tornar tudo ainda mais festivo. Feliz Páscoa!








24 novembro 2015

Encontros de Natal

Para mim, uma das melhores coisas que as festas de fim de ano trazem são as possibilidades de encontro. E, por uma característica do nosso tempo, esses encontros podem adquirir muitas formas. Pode ser um café com amigas, uma tarde de domingo em família para montar a árvore, pode ser uma carta cheia de carinho enviada pelo correio, uma mensagem para aquela amiga que anda meio esquecida, um dia de trabalho voluntário ou algumas horas dedicadas a você para um encontro consigo mesma. São muitas as oportunidades de distribuir um pouco de cuidado e beleza, especialmente  em um momento em que o mundo parece cada vez mais caótico e inseguro. 


Penso sempre que pequeninas doses de atenção podem transformar o dia de alguém. Uma carta que chega pelo correio em meio às habituais contas e propaganda podem colocar um sorriso (mesmo que momentâneo) no rosto de alguém que atravessa uma fase difícil. Um telefonema -  que hoje tem ficado quase tão raro quanto as cartas - pode trazer as risadas e leveza tão necessárias a um dia a dia corrido. Um pedaço de bolo pode ser tudo que sua vizinha ou colega de trabalho sonha depois de uma noite insone com o filho tossindo. 

Mas quem tem tempo para se dedicar assim ao outro? Ninguém. Há sempre tanto a fazer, prazos a cumprir... coisas, inúmeras COISAS (em maiúsculas, pois são muito importantes) que precisam ser feitas. Mas já não passamos da fase de acreditar que as coisas vão dar sentido à nossa vida? Já não entendemos que o que forma as lembranças de uma vida feliz está em um campo de grande sutileza e de momentos pequenos, aparentemente insignificantes para o observador desatento envolvido em tantas... coisas? Assim me pergunto novamente: quem tem tempo para se dedicar assim ao outro? Ninguém. E todo mundo! Todos temos a capacidade de oferecer um pouco da nossa essência, do que flui facilmente de nós e é percebido como um presente, seja por meio de palavras escritas, pela nossa voz, pelas nossas mãos ou pela simples presença.      


Há um tempo passei a acreditar que os encontros são os momentos mais preciosos que temos durante a nossa passagem por este planetinha azul. Encontros verdadeiros, de alma despida de medos e vestida de riso ou lágrimas são mágicos. Por que trocamos isso por coisas ou supostos afazeres importantíssimos sempre vai estar além da minha compreensão. 

Aproveito então para agradecer pelo nosso encontro, por todas vocês que passam por aqui, que me incentivam e que me acolhem. Pelas belas amizades que surgiram a partir desse espacinho virtual, pelo que trocamos e por tudo que aprendi com as mulheres lindas que me oferecem  o privilégio de dedicar um pouquinho do seu tempo a ler o que eu escrevo por aqui. Meu desejo é que outros também possam desfrutar da beleza que vejo quando leio cada uma de vocês. E que venham lindos encontros de Natal!





10 novembro 2015

Embalagens recicladas

Em primeiro lugar, quero agradecer a todas pelos comentários tão carinhosos no último post. Preciso contar que logo depois que escrevi passei a me sentir mais leve e Lisboa me deu de presente um veranico com temperaturas de 24 graus e dias de muita luz e céu azul. Foi como se ela dissesse "olha, as coisas não são bem assim. Você não está mais lembrando como foi que a gente se apaixonou? Eu aqui, toda vestida de azul? Então vou te lembrar para ver se reacende essa paixão". Parece que deu certo! rs

Mas o assunto de hoje é outro! Já estamos quase a meio de novembro e muita gente já está em clima de Natal, então quis trazer algumas ideias bem interessantes e fáceis de reproduzir da última Marie Claire Idées. Mesmo que você não esteja ainda pensando nas embalagens, pode se inspirar aqui e ir guardando o que achar que pode servir mais tarde. Tirei fotos da própria revista por não ter encontrado as versões digitais das imagens.


As opções mostradas não são exatamente novidade, mas acabam sendo uma boa inspiração para nos lembrar de aproveitar os materiais e aproveitar para fazer bonito sem gastar muito. Partituras, jornais, papel pardo, retalhos de tecido, tudo entra na dança dos pacotes e ganham graça com washi tapes brilhantes fazendo papel de fita ou laços e bolas douradas pintados sobre o papel ou tecido. 


O papel pardo, versátil como ele só, aparece em várias versões. Adorei o pacote com carimbos de árvore branco. A sugestão foi fazer o carimbo a partir de uma batata (parte-se a batata ao meio e depois cava o formato) o que torna tudo ainda mais acessível.


Percebi que os lindos pacotes apresentados têm muito poucos adereços extras, apenas uma fita aqui, uma bolinha de natal ali e gostei muito porque assim fica claro que uma bela embalagem não precisa de acessórios caros, mas de uma boa dose de criatividade.


Se você ainda nem começou a pensar neste assunto, apenas fique atento ao que está pela sua casa no dia-a-dia e pode acabar indo para o lixo até o Natal. Quem sabe não serve para fazer uma bela embalagem? 





28 outubro 2015

Festa da Literatura em Óbidos

Óbidos é uma cidadezinha medieval a cerca de uma hora de Lisboa com muita história para contar. A vila parece saída de um conto de fadas e nos transporta no tempo com sua singeleza e beleza pitoresca. A visita vale muito a pena em qualquer tempo, mas desta vez ela se tornou ainda mais especial por adicionar ao turismo tradicional uma boa dose de cultura, com direito a diversos autores brasileiros a participar do Folio, Festival Literário Internacional de Óbidos.


Para trazer o espírito literário para a cidade, diversas livrarias foram instaladas em lugares inusitados, como em mercados, galerias e até mesmo em uma igreja. O festival foi inspirado na Flip de Paraty e, segundo o jornal de maior circulação do país, quadruplicou os ganhos da pequena vila em relação a outros eventos já consagrados que acontecem todos os anos por lá. 


Nem a chuva fina e o friozinho que ela trouxe atrapalhou o público ávido por tietar celebridades como Luís Fernando Veríssimo que, no alto dos seus 79 anos, nos presenteou com a leitura de alguns textos seus e comentários espirituosos ao lado do comediante português Ricardo Araújo Pereira. Um deleite para qualquer brasileiro da minha geração, que cresceu lendo seus textos! Daqueles momentos que dão uma sensação boa por dentro e que você sabe, desde o primeiro instante, que é uma lembrança que vai ficar para a vida toda!


Para completar, o mesmo jornal destacou que o festival teve sabor brasileiro, com a presença, entre outros, de Luís Fernando Veríssimo, Ruy Castro, Nelson Motta, Gregório Duvivier, Moreno Veloso... estes dois últimos aplaudidos de pé em suas performances, o que, em Portugal, não é feito fácil. Já fui a diversas peças e shows por aqui de artistas consagrados e poucas vezes vi a plateia se levantar ao final.  

O domingo terminou com a alegria única de ver uma cidade ganhando ainda mais vida por haver tantas pessoas interessadas em literatura e boa música. Um deleite para os olhos, ouvidos e alma!



14 outubro 2015

Ideias para receber


Por aqui é mês de aniversário dos filhotes (e, aparentemente, de metade dos meus amigos! Acho que tenho uma certa afinidade com librianos...) o que sempre resulta em um certo sumiço virtual. Outra constatação é que, passada a leva de comemorações, eu entro no clima de Natal! Sempre tive essa sensação, quando passa o aniversário deles, já chegam as festas de fim de ano. E já de olho nesta outra leva de celebrações, selecionei algumas ideias interessantes que tenho encontrado por aqui em alguns restaurantes mas que também podem fazer bonito em casa. Assim como a embalagem pode tornar um presente simples algo muito mais especial, uma bela apresentação pode tornar um simples café com bolo em um momento encantador. 




Mais do que o sabor, foi a apresentação deste mimo do chef no restaurante Bastardo que me deixou apaixonada. Além de ser uma forma super original de dispor entradinhas, ainda fazem referência à tradição portuguesa do azulejo. Amei!




Aliás, esse restaurante tem soluções muito criativas, como a cestinha de pão feita de peças de lego, o risoto servido em uma marmita e o jogo americano bem-humorado.




Outra ideia muito usada por aqui e que eu adoro são as placas de ardósia como base para quase tudo, de apresentações despojadas às mais sofisticadas. Aqui elas acomodam latinhas de sardinha recicladas que agora vêm com saladas de grão e de polvo. 




É curioso como muitas vezes a solução mais simples pode ser a mais criativa e simpática. Achei fofa a proposta de um restaurante de trazer o pão à mesa embrulhado no saquinho mais simples, como se tivesse acabado de chegar da padaria. Também vi essa ideia na feira de orgânicos e fiquei fascinada pelo visual da banca que já apresentava os produtos no tal saquinho. Imagino que daria para criar uma composição interessante para um churrasco ou almoço descontraído. 



Aqui em casa também tive uma ideia que sempre faz sucesso entre os amigos: usar uma caixa de vinho como tábua de frios. Disponho queijos, patês, geleias, castanhas e frutas aleatoriamente sobre a caixa previamente coberta com papel manteiga. Fica linda sobre a mesa e causa sempre uma ótima impressão. O bom é que depois basta jogar o papel fora! 

O interessante é que essa ideia surgiu logo que mudei para cá e ainda não tinha travessas suficientes para servir. O jeito foi apelar para a imaginação! A caixa funcionou tão bem que virou parte permanente dos "utensílios" de cozinha. 




E para não dizer que não falei dos doces das flores, segue um exemplo de apresentação de sobremesa. A ideia das taças já é velha conhecida, mas não custa relembrar, porque deixa o visual tão mais charmoso! Já usei também para servir salada de frutas com iogurte, o que trouxe uma outra graça para o café da manhã.




E você, também usa objetos inusitados para apresentar comida ou já viu algo diferente por aí? Compartilha comigo! Adoro ver novos olhares sobre o cotidiano!





♥ Theme por Designing Dreams © 2015 • Powered by Blogger • Todos os direitos reservados •Topo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...