17 novembro 2016

Embalagem inusitada

Quem me acompanha por aqui sabe que sou fã de embalagens que fazem bonito com o mínimo de gastos possível. Por isso, estou sempre exercitando meu olhar para encontrar objetos do dia a dia que possam cumprir com charme essa função, principalmente coisas que naturalmente iriam parar no lixo. Gosto de pensar que de uma forma mínima e muito singela consigo combinar beleza, criatividade, economia e, de quebra, uma gota de consciência ecológica, mesmo se tratando de um assunto que normalmente nos leva a pensar em superficialidade e desperd 

Pensando que a maior época festiva do ano está chegando, resolvi trazer um pouco do que já apareceu de mais inusitado aqui pelo blog em termos de embalagens criativas para inspirar os inevitáveis presentinhos e deixá-los com uma cara bem diferente e especial.



A primeira de todas já virou clássica por aqui. Depois da primeira vez, fiquei encantada com as infinitas possibilidades dessas caixinhas transparentes. Gosto de usar tecido adesivado na tampa, mas a verdade é que elas são tão neutras e básicas que dá para inventar o que quiser. Claro que é possível encontrar com facilidade essas embalagens para compra, mas como o princípio é o do reaproveitamento, utilizo sempre as que vêm para casa com frutas vermelhas ou mini tomatinhos. Acredite, essas embalagens tão básicas e corriqueiras são sucesso sempre!



Quem nunca recebeu um presente com um papel tão lindo que teve pena de jogar fora? Por aqui eles não vão para o lixo nunca! Caixas de chocolate especiais e mesmo o papel simples de uma barra de chocolate já fizeram as vezes de papel de presente e não fizeram feio, não! Vide os dois exemplos acima ;)


Bijus quebradas são outro clássico do Le Paquet, afinal, quem não tem uma dando sopa por aí? Tenho uma caixa pequena para onde vão todas as minhas e à qual recorro sempre que quero dar um toque diferente a qualquer composição de embalagem. Elas dão um efeito feminino e glamouroso imediato a qualquer papel liso e sem graça. 



Uma outra ideia que adoro não é exatamente de reaproveitamento, mas sempre torna tudo mais interessante: quando possível, deixe parte do presente aparente. Nas duas imagens acima, o bordado da torre Eiffel era parte do presente mas seria quase um pecado não aproveitá-lo, não é mesmo? Assim, eles vieram para o lado de fora e transformaram completamente os pacotes. 


Por último fica a dica do reaproveitamento de sacolas de loja. Muitas vezes elas têm detalhes tão lindos que seria um desperdício simplesmente jogá-las fora. Aqui a sacola substituiu o papel pardo para um livro que seguiu pelo correio por uma pura questão de necessidade, mas isso me fez perceber seu potencial. E nada impede que ela seja usada também como papel de presente. 

E você, tem outras dicas de reaproveitamento para embalagens ou decorações natalinas? Estou procurando dicas de decoração minimalistas, com pouco gasto, pouco uso de materiais e máximo efeito. Adoraria saber o que você usa por aí!







08 novembro 2016

Beleza compartilhada

Estive viajando pelo norte da Itália com a família e vi muitas belezas por lá. Como disse uma amiga, a Itália nunca decepciona! Na verdade, conheço várias pessoas que não gostam do país - reclamam da bagunça, da sujeira, etc - mas, para mim, é sempre um deleite. Compartilhei um pouco do que vi no Instagram (passa lá para dar um oi!), mas hoje quero falar de um detalhe mais fortuito que eu mesma não havia percebido em outras viagens: as floriculturas italianas. Não sei se é porque tenho uma amiga florista que acabou de montar sua nova loja, mas meu olhar foi atraído diversas vezes para as floriculturas que encontrei no caminho. O estilo por lá é bem over the top, aquela coisa "mais é mais" que pode ficar um pouco cansativo em uma casa, mas funciona muito bem para uma loja. Acredito que por uma questão de espaço mesmo, as floriculturas usam a calçada, a fachada e até parte da rua como vitrine. Vão pendurando coisas em todo e qualquer suporte que encontram pela frente: caixotes de vinho, cavaletes, escadas de madeira, poltronas de vime, bancos de concreto, luminárias... a imaginação é o limite. Fiquei bem encantada com esse delírio visual!


De longe, aquele amontoado aparentemente caótico de plantas e objetos já chama a atenção, traz vida para a rua e para a cidade. De perto, parece um convite para entrar em um mundo à la Alice no país das maravilhas, irreal e divertido, onírico e colorido. 


Mas o que mais me chamou a atenção foi o que acontecia fora do horário comercial: em vez de guardar tudo dentro da loja todos os dias, as flores e objetos simplesmente são deixadas do lado de fora, arranjadas de tal modo a deixar a porta da loja inacessível. A única coisa que guardavam eram as tabuletas com os preços. Todos os arranjos e seus suportes permaneciam do lado de fora, compartilhando sua beleza com a cidade mesmo quando não estavam sendo vendidos. Imagino que esta ideia surgiu por uma questão de praticidade. Afinal, imagina o trabalho que seria guardar e pendurar de novo todas essas coisas todos os dias! Mas me encantei com a poesia que havia no gesto, com a beleza que permanece ali exposta sem proteção. 


Não havia correntes, vigias ou câmeras. Esta é uma realidade quase impalpável para nós brasileiros. E fico me perguntando o que seria preciso para que conseguíssemos alcançá-la. Claro que a resposta passa por intrincadas questões históricas, políticas e sociais, mas ainda assim fico pensando se, dada uma oportunidade, conseguiríamos responder da mesma forma. Conseguiríamos apreciar a grandeza de compartilhar algo em comunidade, cuidar como se fosse de todos, sem a necessidade de alimentar um ciclo de medo ou posse? Ingenuidade minha, talvez, acreditar que sim. Mas ainda prefiro conservar essa ingenuidade.  









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