29 novembro 2016

Embalado para viagem

Eu tenho hábitos muito peculiares quando se trata de lembranças de viagem como já contei aqui. O que geralmente volta na mala comigo são coisas pouco usuais, como sacolas de confeitaria, fitas, caixas de chocolate, guardanapos, mapas e ingressos de museus. Simplesmente não consigo jogar fora qualquer coisa que tenha potencial para fazer bonito em um embrulho de presente, e isso já rendeu momentos engraçados (ou constrangedores, como meus filhos preferem descrever). Independente do fato de você ter coragem ou não de colocar um guardanapo de restaurante na bolsa (sempre de papel, claro!), as ideias servem para você ter um novo olhar para os seus "espólios" de viagem.



Guardanapos, você sabe, são meus queridinhos para usar como papel de presente e hoje em dia recebo até de amigas que viajam! Acho o máximo o carinho e o cuidado de alguém trazer aquele papel tão frágil de tão longe só pensando em mim :) Quando me deparei com esta textura linda já sabia que tinha que trazê-lo para casa. Ele tem uma qualidade tão boa que tive que rasgar a pontinha para me certificar de que era mesmo de papel. Os filhos morreram de vergonha mas o dito cujo foi da mesa do restaurante para a bolsa e agora está desfilando sua elegância nesse pacotinho fofo. 


Para combinar com o tema delicado escolhi um retalhinho de renda e usei ainda um outro guardanapo, da confeitaria Marchesi, que preencheu a plaquinha azul. Gosto muito desse constrate criado por uma cor ou um detalhe inesperado. Aliás, a plaquinha foi minha única compra real da última viagem. Mas com o precinho de 0,35 cêntimos por 4, quem consegue resistir? 

Outra coisa que já comentei por aqui é que não consigo me desfazer dos bilhetes de museus. Acho que eles são uma linda lembrança de viagem. Gosto de usá-los como marca-páginas e, claro, em diversos projetos de embalagem. Este do Palais de Beaux-Arts de Lille é naturalmente encantador e ganhou destaque junto com uma fita super especial e pedrinhas de strass com a mesma cor do papel, para manter os tons mais sóbrios. Repare que a fita cobre apenas a parte de cima da embalagem. não desce pelas laterais: uma opção para quando não temos fita suficiente (ou quando ela é muito cara ou rara e não queremos gastar demais).


As caixas de chocolates, doces e afins são outra perdição das minhas viagens, tanto pela aparência quanto pelo conteúdo. Adoro saborear delícias de outros lugares, e quando vêm embaladas de maneira especial, me seduzem ainda mais! Abaixo, a edição especial de biscoitos da Fortnum & Mason já tem uma carinha bem natalina e com bastante informação visual, então optei apenas por cobrir os dizeres com um adesivo de cores semelhantes. No interior, nada de guloseimas, e sim itens de maquiagem para as sobrinhas. Acho interessante brincar com embalagens que têm claramente uma função diferente e assim surpreender quem as recebe.


Caixa antes do adesivo

E você, costuma trazer algo de inusitado na sua mala? Já pensou em reutilizar algumas das coisas que citei acima? Me conta...







23 novembro 2016

O que vi por aí - Lille

O Norte da França é sempre motivo de piada entre os próprios franceses. Talvez você já visto isso retratado em filmes, especialmente nas comédias. Enquanto o sul guarda no imaginário de grande parte das pessoas o estilo despojado chique que habita os sonhos de muita gente (pense Cannes, Nice e Saint-Tropez), o norte lembra frio e um sotaque e jeito de ser que poderíamos chamar de caipira; enquanto Paris é...bem, enquanto Paris é Paris, o norte seria desprovido de charme e de cultura. Por tudo isso, minhas expectativas eram baixíssimas ao visitar a cidade de Lille, na fronteira com a Bélgica. Para completar, havia previsão de chuva e ventos fortes, com possível queda de árvores. Nunca fui tão feliz por ter minhas expectativas frustradas!


Para começar, a arquitetura da cidade é uma graça. Parece saída de um conto de fadas. Muitas ruas com casinhas fofas em um estilo que mistura muitas influências (Lille está a 35 minutos de trem de Bruxelas, a uma hora de Paris e 1h40 de Londres) e que funciona muito bem. Além disso, tive o bônus da decoração de Natal, com direito a roda gigante na praça principal, mercado de artesanato natalino e muita iluminação pelas ruazinhas do centro. Eu não sou muito fã de decoração excessiva de Natal, acabo me sentindo meio oprimida, mas ali o clima era de descontração, não sei bem explicar, talvez seja algo relacionado ao clima de cidade de interior. As lojas eram outro espetáculo à parte com suas vitrines super charmosas, sem falar nas inúmeras confeitarias com aquela delicadeza que só os franceses conseguem imprimir em um doce. 




Um outro aspecto que adorei foi a infinidade de ciclovias por todo lado que se olhasse e os vários pontos de aluguel de bicicleta que eram utilizadas tanto por turistas como pela população local. Aliado ao metrô e trens para cidades vizinhas, me passou a impressão de um lugar com um trânsito menos caótico e pensado para ser vivido pelas pessoas em vez de tomado pelos carros. Claro que isso pode ser apenas uma impressão inicial, mas o fato é que as ruas do centro estavam sempre tomadas pelas pessoas (e dava para perceber que eram da região - os turistas eram minoria), tornando a cidade mais viva mesmo nos dias muito frios. 



Na internet também descobri que o Palais des Beaux-Arts de Lille é o museu com o segundo maior acervo da França, perdendo apenas para o Louvre. Chegando lá ainda descubro que o ingresso custa apenas 7 euros e o audioguia é gratuito. Como é boa a vida no interior! Rs. O senhor google também me contou sobre um museu em uma cidade vizinha que funciona em uma antiga piscina pública desativada e esta foi outra descoberta feliz. Além da qualidade das obras, vê-las expostas no antigo espaço de uma piscina art déco tornou tudo mais interessante. Pessoalmente senti que o capítulo cultural da viagem foi bem preenchido. 


Por último, mas não menos importante, a simpatia do povo. Sim, sim, simpatia dos franceses, eu sei... Mas ali não é Paris, não há aquela atitude arrogante ou blasé. Pelo contrário, o que encontrei foram pessoas super simpáticas, animadas, educadas, sempre prontas a ajudar e a tentar entender o meu francês macarrônico com um sorriso no rosto.  Talvez esta tenha sido a grande surpresa de Lille! Existe um ditado francês que diz que quando alguém tem que ir morar no Norte, chora duas vezes: quando chega e quando vai embora. Nestes dias tive um gostinho para começar a entender o porquê. 



E claro que não poderiam faltar os "espólios" da viagem: embalagens do que foi consumido por lá e tickets dos locais visitados, mas esses vão ser detalhados no próximo post, com novas embalagens que estão agora no forno. Não deixe de voltar para conferir e se inspirar ;)










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